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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Patrimônio de Alagoas, sururu vai dos pratos à música Turismo em Alagoas*

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Folha de São Paulo
Caderno Turismo
Naief Haddad
Enviado especial a Maceió
22/12/2016 02h00

O sururu pode ser encontrado em grande parte do Nordeste, mas em nenhum outro Estado está tão presente no cotidiano e no imaginário das pessoas quanto em Alagoas.

Há dois anos, o marisco foi considerado Patrimônio Imaterial pelo Conselho de Cultura do Estado, iniciativa que facilita ações de preservação.

No seu terceiro disco, "Alumbramento", de 1980, Djavan gravou uma música chamada "Sururu de Capote", um modo popular de preparar o ingrediente – cozido com leite de coco. O compositor, aliás, nasceu em Maceió, em 1949.

A identidade com o marisco é tamanha que até eventos sem ligação direta com a culinária incorporaram o nome do ingrediente, como a Mostra Sururu de Cinema Alagoano, que teve sua sétima edição na semana passada.

Como é, afinal, o sururu? É de um molusco bivalve (com duas conchas). Cresce em águas com teor de salinidade intermediário, ou seja, nem doce, nem salgada –caso das lagoas.

A captura é intensa, por exemplo, na lama das lagoas de Manguaba, a maior do Estado, e de Mundaú, que banha Maceió.

Outro marisco característico do Estado é o maçunim, mais conhecido como vôngole em outras regiões do país. Diferentemente do sururu, esse molusco é encontrado no mar.

"O sururu tem sabor e perfume mais intensos que o maçunim", explica a professora Tina Purcell, coordenadora do curso de gastronomia da FAT (Faculdade de Tecnologia de Alagoas), de Maceió.

Purcell indica os restaurantes Akuaba e Massagueirinha, ambos na capital alagoana, para provar os ingredientes.

No caso específico do sururu, os bares das lagoas de Manguaba e Mundaú também são opções apontadas pela professora.


*O jornalista viajou a convite da Secretaria de Turismo de Maceió (Semptur) e da Transamérica Turismo

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Premio Brasil Criativo 2016


A iniciativa de Patrimonialização do Sururu, este que hoje, em seus aspectos simbólicos e culturais, é pertencente ao acervo de bens imateriais do estado de Alagoas, está inscrito no #premiobrasilcriativo2016 na categoria Patrimônio Imaterial.

O Prêmio Brasil Criativo é apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e 3M, e conta com o apoio do IdeaFixa, do Catraca Livre, da Heineken, e do Itaú Cultural. A iniciativa é uma idealização e realização da ProjectHub, uma rede global, fundada no Brasil, para empreendedores criativos impactarem positivamente a vida das pessoas.

Apesar de inscrito, a proposta ainda passará por uma curadoria que divulgará o resultado dos selecionados a partir do dia 14 de novembro. A etapa 03 será de votação online entre os dias 16 a 23 de novembro 2016.


Gostaríamos de contar com vossa participação desde já, pois, é a oportunidade que temos de poder projetar, em escala nacional, a riqueza da dinâmica das culturas populares de Maceió, expor as problemáticas de moradia e balneabilidade do entorno do complexo lagunar do Mundaú-Manguaba, realizar um intercâmbio que possibilite o beneficiamento do sururu e trocar experiências que possam auxiliar no espirito empreendedor dos envolvidos na coleta e venda deste bem. Pedimos para que possas ficar atento as datas, breve solicitaremos sua colaboração. Forte abraço e sigamos juntos mais uma vez!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O QUE É SER JOVEM... ALUNO... E ALAGOANO?


Esta pergunta revela um pouco do que pensa a juventude escolar na pesquisa de Emanuelle de Oliveira Souza apresentada em 2013 ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas. Ela seleciona como sujeitos da pesquisa estudantes, na faixa etária de 15 a 29 anos, concluintes do Ensino Médio, dos turnos diurno e noturno, de uma escola estadual na periferia de Maceió. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, através de três instrumentos: aplicação de um questionários,
 realização de grupos de discussão; e entrevistas individuais. Como resultado ela  constatou que as representações do jovens sobre as culturas em Alagoas sofre forte influência das informações veiculadas nos meios de comunicação de massa e da falta de espaço para assuntos culturais no ambiente escolar e que a consciência individual e coletiva da condição juvenil é perpassada e construída por variadas experiências pessoais, onde a escola está presente de forma marcante, sendo fundamental a reflexão sobre a postura da mesma diante das múltiplas identidades juvenis.

Selecionamos aqui partes das entrevistas:

Sobre Cultura Alagoana

“Que Alagoas é o paraíso das águas, que seu folclore é lindo, com várias danças, folguedos.” (Jéssica, 18, diurno)

O governo deveria investir mais em Alagoas, para que nossa cultura fosse vista, para que nós e os turistas se encantem. (Arthur, 22 anos, noturno)

Apresentaria a feira de confecções de Jaraguá, os pratos típicos, pode-se dizer, toda a cultura nordestina. Apresentaria também as lojas comerciais e supermercados.” (Edson, 18 anos, diurno)
Eu não me habilitaria a mostrar a cultura nem ao marciano, nem a ninguém, porque não vivo de cultura. Tenho alguns costumes mas na verdade tento ser diferente, separada, se é que entendem! Existem coisas muito mais interessantes e maravilhosas na terra, eu não vivo de
cultura ou de qualquer coisa que ligue a ela. Essa nação precisa pensar em coisas muito mais importantes! Ah! A cultura não é justa! (Esther, 20 anos, noturno)

Diria que Alagoas tem uma cultura muito rica, porém, em minha opinião, pouco explorada.(…) (Mário, 16 anos, diurno)

Apresentaria todos os locais que preservam a cultura, que são ricos de povos e de criação.[...] (Val, 24 anos, noturno)

Que Alagoas não tem um cultura definida [...] (Valeska, 18 anos, diurno)

Eu falaria para ele que Alagoas é um estado com riquezas (…) (Andréa, 17 anos, diurno)

Eu diria a ele que aqui em Alagoas nossa cultura é bem diversificada. Onde podemos mostrar um pouco de cada coisa, como a dança e o folclore e também a história da cidade. (Ana Célia, 19 anos, diurno)

Diria que a cultura de Alagoas é bem diversificada, com várias pessoas de várias raças e línguas.[...] (Edson, 18 anos, diurno)

Não sei muito da nossa história, mas o pouco que posso dizer é que ela é diversificada, muito bonita. Tem o folclore, o reisado, os quilombolas, só que ela não é muito explorada.[...] (Ana, 18 anos, diurno)

Mandaria ele procurar outra pessoa. (André, 18 anos, diurno)

Mostraria todas as nossas culturas, os lugares mais frequentados e os mais bonitos. (Luiza, 17 anos, diurno)

Apresentaria a ele tudo o que tem bom em Alagoas, se eu conseguisse me comunicar com ele. (Paula, 17 anos, diurno)

Eu comentaria com eles como o nosso estado é lindo. Rico em praias, rico em natureza. (Elisa, 17 anos, diurno)

Mostrava as praias do nosso Estado, a diversidade da culinária alagoana, a linguagem dos Alagoanos e o artesanato Maceioense. Mostraria a Serra da Barriga onde Zumbi e os escravos viveram, mostraria o coco-de-roda, maracatu e outros. O grande rio São Francisco e sua história para o Brasil. (Vinícius, 19 anos, noturno)

[...] que seu folclore é lindo, com várias danças, folguedos. Danças como maxixe, coco-de-roda etc.” (Jéssica, 18, diurno)
Pra ser sincera eu falaria para ele(a) que estudaria sobre Alagoas e passaria algumas informações para ele. [...] (Joana, 20 anos, diurno)

Não, pois eu não tenho essa capacidade, pois eu não o conheço bem para apresentar. Alagoas é muito grande e tem suas belezas e suas partes mais simples, mas Alagoas é lindo. (Isolda, 23 anos, noturno)

[…] muitos jovens de hoje não sabem da sua própria cultura porque pouco se fala dela.” (Adriana, 22 anos, noturno)

Quase nada porque na escola sobre cultura de Alagoas não passado nada[...] (Sandro, 19 anos, noturno)

Se tratando de cultura aberta de AL, eu mostraria algumas: 1º Serra da Barriga o coração do Brasil; 2º Capoeira que eu acho linda; 3º Alguns escritores. E o hip-hop que vem crescendo nas periferias e mudando muito jovens através do RAP. Com vários grupos que se prontificam para
fazer o possível pra tirá-los das drogas, do crime, das ruas. Não consigo relatar, praias, teatro, música e etc... minha cultura é forte é quase uma “não cultura” rsrsrs em relação as folclóricas. É possível viver sem a cultura, porém também é possível criar uma só pra você. Minha cultura é
Deus! (Arnaldo, 20 anos, noturno)

Pesquisadora: Certo... no encontro passado alguns falaram da comida de Alagoas. Quais seriam essas comidas típicas?

Renato (19 anos, noturno): Acarajé!
Vinícius (19 anos, noturno): Isso não é daqui!
Renato (19 anos, noturno): Baião-de-dois...
Vinícius (19 anos, noturno): Isso também não é daqui!
Carina (23 anos, noturno): É mesmo...
Fernando (19 anos, noturno): Sururu!
Vinícius (19 anos, noturno): Esse é daqui! [risos]

Alagoas é um estado rico em cultura, de belas praias e de belezas exóticas, porém mal administrada por governantes mal intencionados e com objetivos inescrupulosos. (Sílvio, 17 anos, diurno)

Que Alagoas é um estado bonito com belas praias e boa cultura. Mas também com muita violência, mas é um estado com muitas belezas. (Bianca, 19 anos, diurno)

Eu mandava o marciano voltar aonde ele veio. Aqui em Alagoas está sem futuro. A cultura de Alagoas está fraca. (João, 18 anos, diurno)

Diria, meu amigo, vá lá num restaurante de culinária típica e você vai ver o que é cultura Alagoana. Vá lá na orla e verá a beleza da cultura que é a população de Alagoas. Agora vá em alguma periferia, e veja se há alguma cultura. (Carla, 17 anos, diurno)

[...] Também iria mandar ele ter cuidado para não ser assaltado e levarem sua nave. (Sandro, 19 anos, noturno)

Sobre Ser Alagoano:

Sílvio (18 anos, diurno): É ser desprezado no Brasil todo.

Fernanda (17 anos, diurno): É ter coragem pra falar que é alagoano.
Pesquisadora: Por que tem que ter coragem pra falar?
Fernanda: Porque é servir de chacota pro povo.

Mas a gente é um povo acolhedor, todo mundo que chega aqui a gente sempre recebe muito bem, ao contrário da gente quando vai pra fora. Eles não... assim como ele mesmo falou... tem discriminação... de certa forma não respeitam... até mesmo os próprios alagoanos, alguns preferem pessoas de fora do que do próprio lugar. (Adriana, 22 anos, noturno)

A verdade é que a gente não consegue da valor a nossa cultura. A gente observa a cultura de todo mundo, né? E a gente não para pra ver o que a gente tem aqui. Se for falar do que tem aqui o povo vai dizer “aqui tem praia”. Sim! Só praia é? Só tem praia em Alagoas? Então todo mundo é peixe, é? (…) Então é uma cultura que... por falta de conhecimento da gente mesmo que é alagoano... não consegue expor pras outras pessoas que não são daqui a cultura da gente”.(Vinícius, 19 anos, noturno)

Fernanda (17 anos, diurno): Mas alagoano eu acho mais porque alagoano.. tem os pioreis índices aí, aí...
Sílvio (18 anos, diurno): Eu acho também pelo Collor. Porque o pessoal tirou os alagoanos pelo Fernando Collor de Mello.
Mário(16 anos, diurno): É! Concordo!
Andréa (17 anos, diurno): Principalmente depois que votou nele de novo pra Senador.
Mário (16 anos, diurno): Acabou sendo chamado de burro por todo país.

Eles esquecem que os outros estados também têm índices, só da gente acho que é mais claro, mais destacado, mais comentado, aí devido a isso as pessoas desprezam um pouco, um povo excluído, enfim... (Joana, 20 anos, diurno)

Quando a gente sai pra outro lugar. Assim por mim mesmo eu não me deixo abater. Mas, assim, fica um receio. Assim de ouvir uma coisa que eu não queira em relação ao que ele ouviu que passou, ou uma reportagem errada... tipo assim, então passa um certo receio (Val, 24 anos, noturno)

[…] não vêm pra cá pra mostrar nada de cultura não, mas quando vem falar de violência o Profissão Repórter [programa jornalístico exibido em rede nacional] bate em cima pra mostrar pro Brasil... aí o que é que o povo de fora vê? A visão de Alagoas que eles têm é essa! É de droga, é da destruição todinha! [...] Pra falar a verdade! É muito difícil eu ver! Falando de Alagoas, falando do jovem alagoano e de Alagoas, de uma forma, assim, boa. Mataram num sei quantos em Maceió! Pow!!! Bota na primeira página do Jornal Nacional! [...] Então isso vai pra mente das pessoas! Então você sai daqui pra ir pra um estado desses... é alagoano, é bandido! É porque a visão já é essa! (Vinícius, 19 anos, noturno)

[…] As pessoas de fora, quando vêm, às vezes eles ficam amedrontadas porque acham que Alagoas é terra de bandido, terra de maloqueiro. (Mário, 16 anos, diurno)

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ALAGOAS NOSSA TERRA



Composta por 4 DVDs e sem caráter comercial, a coletânea teve distribuição gratuita para as escolas de ensino público de todo o Estado, promovendo o maior conhecimento sobre a história e a cultura alagoana.

Produto do PROJETO PALCO ABERTO -- CONSCIENTIZANDO PARA A CULTURA, realizado pelo Instituto Boibumbarte de Cultura, a coletânea foi viabilizada através do PROGRAMA DE CULTURA BANCO DO NORDESTE/BNDES.

FICHA TÉCNICA: Direção Executiva: Susie Cysneiros • Direção de Vídeo: Wilson Miranda • Captação e Edição: Wild Miranda • Projeto Gráfico: Susie Cysneiros • Gravação de áudio: João Albrecht • Mixagem de áudios: Coco Elétrico -- Toni Augusto • Embalagens Artesanais: Tiro Liro -- Josie e Júlio Campos


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Time de Imortais* Revista OUSH! Brasil ANO IV Ed. 15. Agosto de 2014

Matéria sobre o acervo patrimonial do estado de Alagoas.


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* Por Antônio Maria do Vale (Com informações da SECULT-AL)